O contrato mais líquido do ouro fechou a sexta-feira (4) em queda de mais de 1%, perdendo o nível de US$ 4.500 a onça-troy, em um movimento que refletiu a divulgação do payroll (relatório de emprego) norte-americano de agosto.
A criação de empregos bem acima do esperado sugere um espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) eleve juros nas próximas reuniões, o que fortaleceu o dólar e impulsionou os rendimentos dos Treasuries, ambos movimentos que pressionam a cotação do metal.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,37%, a US$ 4.476,6 por onça-troy, cedendo 1,15% na semana.
A prata para dezembro caiu 1,41%, a US$ 66,74 por onça-troy, recuando 1,53% na semana.
O payroll de agosto reforçou o argumento para uma alta de juros pelo Fed em setembro, avalia o ING, embora a decisão final ainda dependa do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da próxima sexta-feira.
Para o banco holandês, a leitura de inflação provavelmente não será fraca o suficiente para impedir um novo aperto monetário.
“É provável que a atenção do mercado se volte para os dados de inflação de agosto, previstos para a próxima semana. Caso esses números indiquem, mais uma vez, apenas pressões moderadas sobre os preços, é provável que o mercado reduza ainda mais suas expectativas em relação às taxas de juros, oferecendo suporte adicional ao ouro”, avalia o Commerzbank.
