O mercado de crédito do agronegócio continua em expansão, mas a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) requer cada vez mais preparação por parte dos produtores e da agroindústria. Além da qualidade do lastro, o mercado analisa contratos, garantias e o histórico das operações.
Desafios para a emissão de CRAs
De acordo com o colunista Fausto Ribeiro, é fundamental entender o que é necessário para estruturar uma emissão e como as mudanças regulatórias afetaram essa dinâmica. O estoque de CRAs chegou a R$ 175 bilhões, com um crescimento de 12% em 12 meses.
Aspectos importantes na preparação
Definir e qualificar o lastro, identificando contratos elegíveis.
Obter rating quando necessário, pois a ausência dele pode encarecer a operação.
Escolher a estrutura de distribuição correta, considerando o número de investidores.
Negociar o spread com a securitizadora para otimizar custos.
Impacto das mudanças regulatórias
Em 2024, o Conselho Monetário Nacional publicou a resolução 519, que alterou o funcionamento do mercado de CRAs. As principais mudanças incluem:
O CR não pode mais ser usado como lastro para Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).
Emissores recorrentes de grande porte perderam acesso a algumas estruturas de oferta restrita.
Essas alterações abriram espaço para produtores e agroindústrias de médio porte com ativos limpos, enquanto a demanda por papéis de qualidade aumentou.
