María Corina Machado (Vente Venezuela, centro), líder da oposição ao governo venezuelano, contestou, na 5ª feira (3.set.2026), o acordo petrolífero fechado entre o governo da Venezuela e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
De acordo com María, os EUA são “o principal parceiro que a Venezuela precisa para desenvolver plenamente seu potencial estratégico”, posição que, segundo ela, defende desde sempre. No entanto, embora seja favorável à cooperação entre as nações, a líder não reconhece a legitimidade do governo de Delcy Rodríguez (MSV, esquerda) e manifestou preocupação com a condução das tratativas.
Machado apontou a falta de transparência nas negociações e argumentou que uma ação restrita ao setor petrolífero é insuficiente para superar a crise nacional. Segundo ela, a reconstrução da Venezuela exige investimentos integrados na infraestrutura do país, cobrindo áreas essenciais como energia, portos e segurança pública.
A líder oposicionista classificou a administração atual da Venezuela como “inimiga” dos EUA e sustentou que o grupo que está no poder não possui o mandato democrático necessário para negociar os ativos energéticos da nação: “A riqueza do nosso subsolo não pertence a um regime ilegítimo -pertence ao povo venezuelano”, declarou.
