O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que abriu um processo preliminar sobre Renan Santos (Missão) para apurar eventual abuso de poder e captação ilícita de recursos para fins eleitorais.
Candidato à Presidência da República, Renan deveria ter apresentado, no momento de registro da candidatura, todas as redes sociais que usaria para propaganda eleitoral durante a campanha, mas completou as informações somente 12 dias depois.
O relator do registro de candidatura, Dias Toffoli, chegou a suspender parte da campanha digital do candidato, porque a demora em informar todos os endereços eletrônicos usados na campanha comprometia a isonomia entre os postulantes. Um dia depois, Toffoli recuou e liberou as postagens.
Esse episódio de atraso motivou uma representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolada no TSE.
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Além disso, em manifestação apresentada na terça (2), Bravo Barbosa comunica as medidas já adotadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) em relação ao candidato do Missão e cita uma “notícia de fato”, processo de apuração preliminar, aberto na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE).
“É certo que a irregularidade da propaganda eleitoral não prejudica a apuração de eventuais abusos de poder (...) Não se pode descartar, além disso, eventual comprovação de captação ilícita de recursos para fins eleitorais”, diz a manifestação.
Ministério Público Eleitoral abre apuração sobre eventual abuso de poder de Renan Santos
