Esta matéria faz parte da série “Tecnologias brasileiras que mudaram o mundo”, exclusiva para assinantes do Clube Olhar Digital.
Hoje em dia, grande parte dos carros que você vê na rua permite ao motorista escolher qual combustível usar. Pode ser gasolina, pode ser etanol. Ou pode ser uma mistura desses dois. Isso porque atualmente a maioria dos carros tem motor flex, tecnologia desenvolvida no Brasil e lançada comercialmente no país em 2003.
Originalmente, a tecnologia surgiu como uma solução para a falta de confiança do consumidor no álcool. Isso ocorreu por conta das frequentes crises de abastecimento e pelas variações de preço do produto na década de 1990.
Ao dar ao motorista a liberdade de escolher o combustível mais barato no posto, o sistema “pegou” rápido na população. Agora, pouco mais de duas décadas depois do lançamento, o motor flex é tratado pela indústria automotiva como uma alternativa aos carros elétricos para reduzir a emissão de gases poluentes.
Como o motor flex foi inventado e desenvolvido
Antigamente, a escolha era simples e rígida: o motorista precisava comprar um carro que rodava apenas com gasolina ou um que rodava apenas com álcool (etanol hidratado).
