A família de Giulia Silva de Araújo, a professora que morreu após procurar atendimento médico e receber alta duas vezes no mesmo dia com diagnóstico de ansiedade, busca respostas e justiça pela morte da mulher. O caso aconteceu em uma unidade de saúde na zona Norte do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (29).
Em àudio enviado à CNN Brasil, Fabiana Marques, irmã da vítima, afirmou que busca divulgar o que aconteceu e que quer conseguir justiça pela morte de Giulia.
A professora deu entrada na emergência do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles com queixas de dor no peito e sintomas compatíveis com um quadro cardíaco, mas foi liberada após passar por exames. Depois de quase três horas, buscou atendimento mais uma vez, e foi liberada após uma segunda bateria de exames.
De acordo com a família da vítima, o hospital tratou o quadro clínico de Giulia como uma crise de ansiedade, concedendo alta após medicação com dexametasona.
Segundo relato dos familiares, na segunda vez em que Giulia buscou o hospital, ela chegou a desmaiar e apresentar sintomas mais graves durante o atendimento, mas, ainda assim, o quadro foi novamente tratado como ansiedade.
Em um trecho do relato, os familiares cobraram respostas da unidade hospitalar e afirmaram que os exames apresentavam alterações que “precisam ser esclarecidas”.
Por que não foi seguido um protocolo adequado para os sintomas informados?
