A Justiça Federal de Rondônia condenou seis integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) por participação em planos de ataques contra prédios públicos e agentes penitenciários. A sentença, assinada na última terça-feira (1º), aponta que as ações foram articuladas pela cúpula da facção em meio à insatisfação dos presos com as condições do sistema carcerário.
Foram condenados Abel Pacheco de Andrade, o “Vida Loka”, e sua esposa Camila Marques Margatto; Wanderson Nilton de Paula Lima, o “Andinho”; Roberto Soriano, o “Tiriça”; Alexandro Gonçalves dos Santos, o “Barbosão” ou “Monstro” e André Luiz Soares de Oliveira, o “M16” ou “Dragão”. As penas variam entre 4 e 7 anos de reclusão.
De acordo com a investigação, Vida Loka, Tiriça e Andinho foram os responsáveis por liderarem os ataques e comandarem a estrutura. Os demais, conforme a sentença, exerciam funções distintas e complementares dentro da estrutura da organização.
Os planos criminosos, posteriormente identificados pela denúncia como “Pé de Borracha” e “Morada do Sol”, foram articulados e planejados ao longo do ano de 2018.
Segundo a denúncia, a qual a CNN Brasil teve acesso, o caso chegou a conhecimento das autoridades através da apreensão de cartas e bilhetes encontrados na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, no ano de 2018.
