A demanda continua dando suporte aos preços da soja e do milho, enquanto incertezas ligadas à produtividade nos Estados Unidos, ao clima no Brasil, aos conflitos geopolíticos e aos fluxos comerciais devem manter a volatilidade elevada no mercado, segundo relatório da Hedgepoint Global Markets divulgado nesta sexta-feira (4). A consultoria também cita como fatores de influência as relações entre Estados Unidos e China, os conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, o petróleo, o câmbio e a evolução do El Niño.
De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Luiz Fernando G. Roque, o mercado entra no segundo semestre com fundamentos capazes de sustentar os preços, mas ainda cercado por riscos.
Para a soja, a consultoria projeta safra brasileira de 181,7 milhões de toneladas em 2026/27, em linha com a temporada anterior. A estimativa considera aumento de 0,9% na área plantada, abaixo do crescimento próximo de 3% estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Segundo a Hedgepoint, preços mais baixos, custos elevados e fertilizantes mais caros reduziram a rentabilidade do produtor e tendem a limitar uma expansão mais agressiva da área e dos investimentos em tecnologia e insumos.
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