O relatório de emprego nos Estados Unidos mostrou que a pujança das vagas criadas em agosto não foi acompanhada em setores como o de tecnologia da informação em meio ao avanço de ferramentas de Inteligência Artificial.
Mas com as políticas de estímulo do setor industrial norte-americano, a manufatura teve abertura líquida de postos, e com o envelhecimento da população, áreas de saúde e de cuidados domiciliares continuam oferecendo oportunidades.
O emprego no setor de informação caiu 23.000 em agosto, após perdas que haviam sido, em média, de 8.000 por mês nos 12 meses anteriores, informou o Departamento do Trabalho do país.
Em agosto, ocorreram perdas de empregos em provedores de infraestrutura de computação, processamento de dados, hospedagem na web e serviços relacionados (-8.000), nas indústrias editoriais (-7.000) e em radiodifusão e provedores de conteúdo (-5.000).
Em fala recente, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que investimentos ligados à construção de infraestrutura e à expansão de aplicações de inteligência artificial (IA) devem se traduzir em ganhos de produtividade e, com o tempo, ter caráter desinflacionário.
No setor de manufatura, ocorreu o oposto. Houve acréscimo de 16.000 postos em agosto. O emprego na fabricação de máquinas (+6.000) e em produção de metal fabricado (+6.000) continuou em alta em agosto.
