A União Europeia suspendeu desde quinta-feira, 3, a importação de produtos brasileiros de origem animal destinados ao consumo humano. A medida atinge carne bovina e de frango, ovos, mel e tripas.
A Comissão Europeia havia anunciado a decisão em maio, quando retirou o Brasil da lista de países em conformidade regulatória. O bloco exige garantias de que os animais não recebem antimicrobianos para crescimento nem medicamentos de uso humano.
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Para bovinos, a União Europeia também exige controles durante todo o ciclo de vida. O governo brasileiro elaborou um protocolo de certificação e negociou com o bloco, mas não evitou a suspensão.
A medida não decorre de irregularidades encontradas em lotes brasileiros. O impasse está nos mecanismos usados pelo país para comprovar o cumprimento das exigências europeias.
União Europeia comprou mais de US$ 2 bi de carnes brasileiras
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê prejuízos imediatos. Em contrapartida, a entidade defende compensações ou a suspensão proporcional de concessões tarifárias aos europeus. Também pediu ao Senado uma audiência pública com Itamaraty, Ministério da Agricultura e Ministério da Indústria.
A UE responde por 3,7% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil e 5,8% da receita. O bloco paga cerca de US$ 10 por quilo, ante média de US$ 6,50 da China. Em 2025, os setores afetados exportaram US$ 2,026 bilhões para a União Europeia.
