Apesar de toda a encrenca envolvendo as revelações sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja da Silva têm demonstrado euforia em conversas reservadas.
A avaliação no entorno do presidente é de que a eleição está sob controle. O Poder360 ouviu relatos de que Lula já fala em ganhar no 1º turno.
No QG petista, a expectativa é de que uma bateria de notícias negativas contra Flávio Bolsonaro (PL) seja divulgada nos próximos dias. A estratégia, porém, não é antecipar os ataques.
O marqueteiro Sidônio Palmeira avalia ser mais eficiente guardar o material para algo em torno dos últimos 10 dias antes do 1º turno. A ideia é evitar que Flávio tenha tempo para reagir e, ao mesmo tempo, esperar até que uma eventual substituição da candidatura se torne inviável.
O 1º turno será realizado em 4 de outubro. Pela Lei 9.504 de 1997, a substituição de candidatos, em caso de desistência, deve ser requerida até 20 dias antes do pleito, salvo em caso de morte.
Segundo a advogada eleitoral Marilda Silveira, o prazo está previsto no art. 13, parágrafo 3º da lei. A regra estabelece que, tanto nas eleições majoritárias quanto nas proporcionais, a substituição só pode ser efetivada se o novo pedido for apresentado até 20 dias antes da eleição, com exceção dos casos de falecimento.
Assim, para o 1º turno de 2026, a data-limite é 14 de setembro.
