A bolha só cresce
Muito lúcido o comentário de Marcelo Rech, que afirma: “Sem alguém para deixar a ribalta, o escândalo continua ocupando o palco inteiro”
O jornalista cearense-maranhense Napoleão Saboia costumava lembrar que uma testemunha calejada de muitos escândalos na Praça dos Três Poderes, em Brasília, ensinava que, quando o fogo da crise subia morro acima, o rio abaixo que a esfriaria era precedido por um estouro da bolha.
Ou seja, para interromper a trajetória incendiária, é preciso que os enrolados renunciem, sejam demitidos ou presos. Em suma, que deixem a ribalta e os holofotes do poder.
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Continua Marcelo Rech: “Desde que a fraude no Banco Master ganhou escala, a bolha só foi crescendo e atraindo personagens de diferentes correntes políticas. Algumas pequenas bolhas até foram esvaziadas, como o ostracismo nacional a que se recolheu para fazer campanha no Piauí o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, ou pela destituição da liderança do governo no Senado de seu par do PT baiano, Jaques Wagner”.
Pela tradição brasiliense, sacrificam-se companheiros de executivo em nome da governabilidade. No Congresso, para sobrevivência geral, também são expelidos aqui e ali corpos tóxicos que descem abaixo dos já baixos critérios éticos.
