O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar nesta 6ª feira (4.set.2026) que fará uma reforma no Poder Judiciário. Disse, durante cerimônia no Palácio do Planalto: “Tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda no sistema Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça”.
O programa de governo para a reeleição do presidente, apesar de citar os problemas enfrentados pela Justiça, não é categórico sobre quais medidas serão tomadas em um possível 4º mandato. Desde o início da crise no Supremo Tribunal Federal, Lula já mencionou 2 vezes uma reforma no Judiciário.
Em pronunciamento sobre o Caso Master, publicado na 5ª feira (3.set), Lula defendeu investigações “doa a quem doer”. Também declarou que o momento é grave e cobrou do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria Geral da República a liderança de “um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”. Pediu também uma reforma na Justiça.
No discurso desta 6ª feira (4.set), sem citar o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, cuja relação com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi exposta nesta semana, Lula criticou quem usa o cargo que ocupa para “benefícios pessoais”.
O presidente do STF, Edson Fachin, também discursou sobre a crise. O ministro não mencionou o nome dos colegas, mas declarou que a resposta será “firme, proporcional e rigorosa”.
