Fachin defende fim do inquérito das fake news no STF
O arquivamento do inquérito das fake news passou a ser discutido por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi defendido pelo presidente da Corte, Edson Fachin nesta sexta-feira (4), como um caminho para arrefecer a crise provocada pelo embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Em discurso no Planalto, Fachin destacou que os fatos "graves" da "crise Master" que atinge o STF estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.
"Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", prosseguiu Fachin.
O inquérito é uma investigação aberta em 2019 para apurar a existência de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques contra o STF, seus ministros e familiares.
André Mendonça e Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF
Antonio Augusto/STF
O objetivo é investigar quem produz, financia e divulga conteúdos que possam atacar a Corte, seus integrantes e o próprio funcionamento do Judiciário. O inquérito também passou a apurar possíveis esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais.
Além disso, o Inquérito das Fake News passou a concentrar uma disputa sobre os próprios limites de atuação do STF.
Inquérito das fake news tem mais de sete anos, pressiona Moraes e ampliou crise no STF
