O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai levar a plenário a análise de uma proposta de operação prévia entre a MSC e Maersk que abre caminho para as duas companhias disputarem o leilão do Tecon (Terminal de Contêineres) 10, no Porto de Santos.
A manobra combinada entre as operadoras estabelece que, se uma das duas vencer a disputa, venderá para a outra a sua participação no BTP (Brasil Terminal Portuário), de modo a cumprir a obrigação de desinvestimentos em ativos no Porto prevista para a vencedora do leilão. Subsidiárias de MSC e Maersk administram o terminal em conjunto e terão que se desfazer da participação no ativo caso vençam a disputa do Tecon.
A proposta havia sido aprovada por unanimidade pela Superintendência-Geral do Cade em 17 de agosto, mas o presidente do Conselho, Diogo Thomson de Andrade, determinou que o caso seja direcionado para o colegiado. Ainda não há data para a análise.
Ao determinar o envio para plenário, Thomson apontou riscos de governança na aprovação da operação. O 1º seria a ausência de um “prazo” para a execução da solução.
