BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira (4) que os fatos envolvendo a crise Master na Corte estão sendo apurados e que a resposta institucional será “firme”. Segundo o ministro, nenhuma autoridade está acima da Constituição.
Fachin manifestou-se após a divulgação de informações sobre os contatos do banqueiro Daniel Vorcaro com ministros e com Paulo Gonet.
O presidente do Supremo classificou os fatos como graves, mas ressaltou que a situação deve ser tratada dentro das regras constitucionais e legais.
“Esta presidência seguirá a legislação e a Constituição, faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige, as instituições da República precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão”, afirmou.
Fachin acrescentou que a gravidade do caso não justifica medidas fora do devido processo.
“Fachin reforçou o seu compromisso com a legalidade. Ele destacou que a gravidade do caso exige fidelidade ao devido processo, sem atalhos, precipitações ou omissões.
O contexto da crise Master no STF ganhou novos contornos após movimentações internas entre os ministros do Supremo.
Na terça-feira (1º), o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e contatos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Mendonça também sugeriu que os elementos dos relatórios da PF fossem avaliados pelo plenário do STF.
