Será que as baterias dos carros elétricos perdem capacidade como a dos celulares? Para descobrir, a Aviloo, empresa especializada em diagnósticos, fez um levantamento global e mostrou que a maioria dos carros elétricos preserva cerca de 90% da capacidade original de suas baterias mesmo após rodar 150 mil quilômetros.
Para a análise, a empresa trabalhou com 500 mil verificações em 20 modelos comercializados nas Américas, Europa, Ásia e Austrália para identificar o índice de saúde dos componentes em diferentes estágios de uso. Os resultados foram positivos, e podem dar alívio a quem evita os elétricos por medo de degradação precoce da bateria.
No topo do ranking de durabilidade aos 150 mil km, o Mercedes-Benz EQA e o Hyundai Ioniq 5 lideraram o levantamento porque mantiveram quase 94% de suas capacidades originais, seguidos de perto pelo BMW i4. Por outro lado, modelos pioneiros ou com baterias menores e sem refrigeração líquida avançada, como o Nissan Leaf e o Renault Zoe, mantiveram cerca de 87% da energia útil.
Bateria dos carros elétricos
Os números são uma boa notícia para quem tem medo de as baterias dos carros elétricos sofrer degradação precoce, e, além disso, reforçam que os modelos mais modernos seguem com níveis elevados de autonomia com o passar do tempo. Claro, as médias são positivas, mas o estudo ressalta que a quilometragem não é o único fator determinante na degradação.
