Os últimos acontecimentos no STF (Supremo Tribunal Federal), que têm no centro os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, vem sendo lidos por analistas políticos como uma crise sem precedentes. Segundo especialistas ouvidos pela CNN, a situação aponta para um cenário de “ruptura”, devido à troca de acusações, caracterizada também como “cortina de fumaça”.
Em entrevista à CNN Brasil, a advogada constitucionalista Vera Chemim afirma que Edson Fachin, presidente da Corte, tem uma missão árdua pela frente para tentar pacificar os ânimos entre os magistrados. Na avaliação da advogada, ao pedir que Mendonça seja investigado, Moraes estaria tentando criar um impasse para retirar dele as relatorias do caso Master e do INSS e de criar uma “cortina de fumaça”.
“A conduta de Moraes é grave, quando temos membro do STF envolvido em atos que remetem a indícios suficientes de autoria e materialidade de crime e que poderão tornar Moraes um réu”, diz.
Para Chemim, ao pedir que Fachin investigue Mendonça por suposta interferência na condução das investigações da PF, participação irregular em tratativas de colaboração premiada e direcionamento de alvos por “motivos pessoais e políticos”, Moraes teria tido uma reação exacerbada.
“Ele reagiu de forma violenta, tentando acusar colega, de qualquer forma, para tentar criar cortina de fumaça e chamar atenção da opinião pública.
