A líder opositora venezuelana María Corina Machado fez, nesta quinta-feira (3), seu primeiro pronunciamento sobre o acordo petrolífero anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Ela questionou o fato de que o pacto para a exploração de poços seja firmado por um “regime ilegítimo”, em referência às autoridades chavistas.
A ex-deputada, que permanece fora do país desde dezembro, ressaltou o caráter estratégico da parceria anunciada entre Washington e Caracas e afirmou que, por essa razão, “todos precisamos que as coisas sejam feitas da maneira correta”, para garantir investimentos sustentados no longo prazo, sob condições de rentabilidade e segurança.
“Tudo isso exige um trabalho contínuo baseado nos princípios inegociáveis de transparência absoluta, legalidade e eficiência. E isso só é possível com a legitimidade e a estabilidade oferecidas por um governo sério e democrático”, afirmou a vencedora do Prêmio Nobel da Paz em um vídeo divulgado em suas redes sociais.
Machado afirmou que os Estados Unidos são “o principal parceiro de que a Venezuela precisa para desenvolver plenamente seu valor estratégico”, mas considera que o chavismo não é o interlocutor adequado. “Os inimigos dos Estados Unidos na Venezuela estão hoje em Miraflores”, afirmou, em referência ao palácio presidencial venezuelano.
