O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem em até cinco dias sobre a crise envolvendo o caso Master.
No despacho, Fachin elencou quatro questões que precisam ser verificadas. A primeira diz respeito ao cumprimento, pela Polícia Federal, dos procedimentos legais relativos à investigação de autoridades com foro privilegiado, especialmente ministros do STF, que só podem ser julgados pela própria corte.
O segundo ponto trata de eventuais indícios de uso indevido de credenciais de acesso institucional e de possível vazamento de informações da investigação.
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O terceiro item aborda as circunstâncias em que se deram as ações sob responsabilidade de André Mendonça, com foco em como ele identificou as pessoas mencionadas nas investigações do caso Master e se indicou quais delas possuíam foro privilegiado, o que alteraria o rito processual aplicável.
Por fim, Fachin quer saber quais medidas foram adotadas pela PGR no exercício da fiscalização do trabalho da Polícia Federal, para verificar se a corporação seguiu os ritos legais previstos para investigar ministros do Supremo.
