O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, apresentou um plano de sete anos para remover a população de Gaza por meio de “emigração voluntária”, durante uma coletiva de imprensa nesta semana.
Ele afirmou que buscaria a criação de um “ministério responsável pela emigração” no próximo governo.
“Estamos falando de nossas metas: 250 mil pessoas (deixando Gaza) no primeiro ano, o que é possível. 1,1 milhão em três anos e, em sete anos, podemos chegar a quase 1,9 milhão de emigrados. É possível, é realista, está em nossas mãos, está ao nosso alcance. Mas, para isso, precisamos, e é isso que o Otzma Yehudit (Partido Poder Judaico) vai exigir de Benjamin Netanyahu na próxima eleição, de uma coisa: criar um ministério, um ministério responsável pela emigração, o Ministério da Emigração, e nomear uma pessoa para chefiar o ministério. Nós assumiremos essa responsabilidade”, disse.
O partido Poder Judaico de Ben Gvir afirmou em comunicado na quinta-feira (3) que a Turquia, a Etiópia e a República Democrática do Congo estavam sendo consideradas como possíveis destinos.
Dois ministros israelenses apresentaram esta semana planos para a remoção em massa de palestinos da Faixa de Gaza, ressuscitando uma ideia expressa repetidamente por políticos de direita nos últimos três anos, em sua busca por apoio antes das eleições.
