Em março, o jornalista Luís Pablo foi alvo de mandado de busca e apreensão, em razão de série de reportagens sobre a família do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O comunicador, que mostrou que parentes do magistrado usavam de forma irregular carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão, ficou mais de dois meses sem seu computador, um HD externo e dois aparelhos celulares.
Deflagrada pela Polícia Federal, a ação foi autorizada por Alexandre de Moraes, colega de Dino no STF. O motivo da determinação foi, segundo Moraes, a suspeita de que o jornalista "perseguia" a família de Dino.
Já em agosto, Moraes violou o sigilo da fonte, direito previsto na Constituição Federal em prol da liberdade de imprensa. Assim, soube-se que Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, foi quem repassou informações ao jornalista.
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A Oeste, Pablo relata ter a noção de que acabou como pano de fundo em meio ao ativismo de um ministro do STF. De acordo com ele, Dino, que foi governador do Maranhão por dois mandatos, nunca deixou atuar de forma política.
Foi Dino, aliás, que em julho determinou a prisão preventiva de Cutrim. Além disso, determinou o afastamento dele do cargo de secretário extraordinário de Assuntos Legislativos no governo maranhense.
Cutrim é aliado do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB).
