A Nepal Electricity Authority confirmou nesta sexta-feira (04) o resgate com vida de duas pessoas presas em um túnel da usina hidrelétrica Upper Trishuli 3A, nove dias após uma enchente destruir parte do vale de Trishuli. Uma das vítimas relatou que pode haver mais sobreviventes nos túneis.
O resgate foi possível, em parte, graças a um grupo de WhatsApp criado por engenheiros antes da tragédia. A ferramenta se tornou peça-chave nas buscas, ao lado de helicópteros e máquinas pesadas, segundo apurou a Reuters.
Grupo já reunia especialistas antes da tragédia
A enchente - provocada pelo colapso de uma geleira - atingiu o vale de Trishuli em 26 de agosto. Ela arrastou um volume de 2,2 milhões de toneladas entre lama, rochas e detritos.
Seis usinas hidrelétricas foram atingidas, três delas ainda em construção. Cerca de 900 trabalhadores dessas usinas seguem no total de desaparecidos.
O grupo de WhatsApp, formado antes do desastre, foi ampliado para incluir mais especialistas de apoio ao resgate. Hoje reúne mais de 500 membros, segundo mensagens vistas pela Reuters.
Em um exemplo obtido pela reportagem, um funcionário do governo pediu no sábado (30) plantas da usina de Chilime. Minutos depois, um integrante do grupo enviou os desenhos da casa de força e detalhes dos túneis de acesso.
Buscas em Chilime e Rasuwagadhi continuam
A Associação Independente de Produtores de Energia do Nepal informou na segunda-feira (31) que ao menos oito pessoas podem estar presas em Chilime.
