As ações da Volkswagen atingiram a maior cotação em 11 semanas depois que o conselho de supervisão da maior montadora da Europa fechou, na noite de quinta-feira (3), um ambicioso acordo de reestruturação que prioriza cortes drásticos de empregos e evita um conflito entre as principais partes interessadas.
O acordo para a maior reestruturação nos 89 anos de história do grupo inclui mais 50.000 cortes de empregos, elevando o total acordado para 100.000, e deixa em aberto o futuro de quatro de suas fábricas na Alemanha.
A Volkswagen, assim como a maioria de suas concorrentes europeias, está sob pressão devido às pesadas tarifas impostas pelos Estados Unidos, à queda nas vendas na China, outrora sua principal fonte de renda, e à entrada agressiva de rivais asiáticos no estagnado mercado europeu.
Todos esses fatores corroeram a margem operacional do grupo, que ficou em 3,8% no primeiro semestre, ante 7,9% em 2022, seu pico na última década.
Acionistas e analistas expressaram alívio pelo fato de a Volkswagen, com uma força de trabalho de mais de 650.000 pessoas, uma estrutura complexa e poderosos grupos de stakeholders, ainda ser capaz de tomar decisões de grande alcance em tempos de crise.
Às 10h46 GMT, as ações da Volkswagen subiam 5,9%, o segundo maior ganho do índice pan-europeu STOXX 600, tendo atingido anteriormente sua maior cotação desde 18 de junho.
