Falar que o PT do Maranhão está dividido não parece ser novidade alguma. Mas, de certa forma, é fora do comum o racha interno no partido. Basicamente, os petistas dividem suas atenções nas eleições para o governo e senado entre a candidatura de Felipe Camarão (PT), Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) passando por Eliziane Gama (PT), Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha (PDT). Sem foco, os petistas acabam parando na justiça para defender seus interesses.
A situação já era esperada no Maranhão já que a decisão pela candidatura própria com Felipe Camarão “foi comunicada” e “não construída” junto a militância como dizem os petistas. Para eles, a imposição nacional não somente leva a legenda a um clima de desarmonia como também enfraquece as possibilidades de vitória das chapas proporcionais que disputam Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.
Com tanta divisão, o que acontece é um luta judicial em relação ao uso da imagem do presidente Lula na campanha para o governo. Uma reclamação no Sistema Pardal, por exemplo, levou a retirada do ar de uma página em rede social criada por Washington Oliveira.
Tal judicialização foi considerada inaceitável por membros da direção nacional que, apesar de não ligar absolutamente nada para o que ocorre no Maranhão, não quer questões internas do PT sendo resolvidas por meio da Justiça.
O fato é que não há diálogo algum entre os petistas e seus interesses.
