Quando o senador republicano Mitch McConnell votou contra Pete Hegseth para secretário de Defesa no ano passado, ele deixou de lado as grandes controvérsias sobre a vida pessoal de Hegseth e focou, em vez disso, na sua falta de experiência.
O ex-líder republicano no Senado descreveu o cargo à frente do Pentágono como um “teste diário com consequências assombrosas para a segurança do povo americano e nossos interesses globais”. Ele disse que Hegseth havia “falhado, até o momento, em demonstrar que passaria nesse teste”.
Essas palavras ganham peso crescente diante do conturbado mandato de Hegseth. Uma série crescente de controvérsias tem testado a disposição dos republicanos de apoiá-lo e pode deixá-los se perguntando o que vem a seguir.
E cada vez mais parece que Hegseth pode se tornar um problema político também para o governo Trump.
A grande notícia recente foi mais uma reviravolta no Pentágono, desta vez a renúncia do secretário do Exército Dan Driscoll, que voltou as atenções para a liderança de Hegseth e sua fixação em guerras culturais. Isso até levou alguns proeminentes republicanos em fim de mandato a pedir a saída de Hegseth.
O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, que foi um voto crucial para confirmar o secretário de Defesa no ano passado, disse que “nunca testemunhou uma gestão mais inepta dos bravos homens e mulheres que servem ao nosso país”. Ele também disse que Hegseth era “intimidado pela competência”.
