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Este país se fez também com o sacrifício, a coragem e a grandeza de suas mulheres. Destemidas no povoamento do grande interior, ergueram troncos familiares que se transformaram nos rijos esteios da nacionalidade. Forjadoras da dura ética dos sertões, atravessaram as horas coloniais com altiva presença nos movimentos de rebeldia patriótica.
Poucos povos têm tantas heroínas a homenagear na crônica de seu passado como o povo brasileiro. Houve as que empunharam armas, Anita Garibaldi e Maria Quitéria, e as que souberam influir com seus conselhos políticos na construção do Estado, e este é o caso de Leopoldina.
As heroínas mais corajosas, no entanto, são aquelas que os documentos históricos normalmente esquecem. As mulheres do povo, sertanejas arrojadas, escravos nos eitos, donas de casa.
Elas continuam, hoje, a edificar a Nação. A construir, com afeto e dignidade, as famílias que conduzirão este País a seu futuro.
Vejo-as, lado a lado com os homens, conquistando, com destemor, seu espaço em uma sociedade em mudança.
Se todos os tempos são difíceis, os nossos trouxeram desafios novos ao homem. Vivemos sob o temor do conflito nuclear e imersos em uma situação de inaceitável injustiça. Essa injustiça se manifesta nas relações internacionais e no convívio entre as classes da sociedade.
Na luta pela justiça entre os homens, as mulheres têm ocupado papel de vanguarda. Elas reivindicam presença maior nos centros de decisão política, e é bom que o façam.
