BRASÍLIA - O relatório da Polícia Federal (PF) usado pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça também mira o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo a coluna de Malu Gaspar em O GLOBO, Messias teria adotado uma postura de cautela diante da crise entre a corporação e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Messias havia contado com Mendonça entre os principais apoiadores de sua indicação ao STF, posteriormente barrada pelo Senado Federal em abril. De acordo com a fonte, a articulação contrária à indicação reuniu, nos bastidores, Moraes, parlamentares bolsonaristas e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Jorge Messias buscou cautela na crise entre PF e André Mendonça
Diante do conflito entre a PF e Mendonça, Messias atuou na tentativa de construir um armistício nos bastidores. Antes do agravamento da crise, a Advocacia-Geral da União (AGU) buscou uma saída pela chamada “diplomacia institucional”, em vez de recorrer ao Supremo contra decisões do ministro, como pretendia a Polícia Federal.
A posição seguiu a avaliação de uma ala do governo Lula de que uma manifestação formal da AGU endossando as críticas da PF poderia reforçar acusações de interferência de Mendonça nas investigações.
A preocupação era que esse movimento pudesse ser usado pelos investigados para questionar a validade das provas reunidas nas apurações sobre os desvios em aposentadorias do INSS e as fraudes no Banco Master.
