Chamada pela Polícia Federal (PF) a levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionamentos sobre a condução de inquéritos pelo ministro André Mendonça, a Advocacia-Geral da União (AGU) recuou. Segundo a corporação, a AGU “optou por não interpor os recursos”, e uma das explicações estaria na relação política entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o próprio Mendonça.
O registro consta de relatórios da PF divulgados nesta quinta-feira, 5. Os documentos foram incorporados por Alexandre de Moraes à decisão em que o ministro pede a investigação de Mendonça, no Inquérito das Fake News, por abuso de autoridade. Oeste já havia antecipado o recuo da AGU na sexta-feira 28.
Ao listar os motivos que teriam levado a AGU a não acionar a Corte, a PF cita a “preservação de relação política” entre Messias e Mendonça. Entre os elementos que pesariam nessa leitura, o documento aponta os “gestos públicos de apoio” do ministro à indicação de Messias para uma cadeira no STF, indicação que acabou rejeitada. A corporação menciona ainda a “matriz religiosa comum” entre os dois, ambos evangélicos.
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Os relatórios oferecem outras três hipóteses para a decisão da AGU. A primeira é de convicção jurídica quanto ao não cabimento, com a avaliação de que o relatório seria “pouco convincente do ponto de vista técnico”.
