Quando se fala em internet quântica, é fácil imaginar uma versão futurista da internet que conhecemos, só que ultrarrápida. Não é bem isso. A ideia aqui não é substituir a rede atual, mas acrescentar uma nova camada de comunicação, capaz de transportar estados quânticos entre computadores, sensores e servidores distantes.
Em julho de 2026, essa camada passou no teste mais hostil possível. Pesquisadores da Northwestern University fizeram fótons emaranhados atravessarem 24,4 km de fibra entre o campus de Evanston e o centro de Chicago, no mesmo cabo entupido de tráfego comercial.
Autor sênior do estudo, o físico Prem Kumar, comparou o sinal quântico a uma formiga atravessando um caminho invadido por elefantes. A criaturinha chegou inteira: o emaranhamento sobreviveu com mais de 94% de fidelidade.
Mas é aí que a expectativa costuma flopar: muita gente imagina downloads mágicos ou mensagens mais rápidas que a luz. A segunda hipótese não é uma questão de tecnologia ainda imatura, a física simplesmente não permite.
Confira, a seguir, o que é a internet quântica, como ela funciona de verdade, onde ela já existe (inclusive no Brasil) e o que muda na segurança das comunicações.
O que é a internet quântica?
A internet quântica é uma rede que transporta estados quânticos no lugar de bits, os qubits, que não precisam ser 0 ou 1.
