Por Pedro Castorino
Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo Mostarda e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, César e Nei. A escalação que marcou uma das maiores gerações da história do Palmeiras também representa um futebol que, mais de cinco décadas depois, parece pertencer a outro tempo.
A Segunda Academia ganhou forma no início dos anos 1970, sob o comando de Oswaldo Brandão, e reuniu jogadores que permaneceram juntos por anos. Em 1972, o Palmeiras conquistou o Campeonato Paulista invicto e o Campeonato Brasileiro, além de outros torneios. No ano seguinte, voltou a ser campeão brasileiro e, em 1974, levantou novamente o Paulista e o Ramón de Carranza.
É justamente esse período que Matheus Trunk resgata em “Fragmentos de um sonho - A Segunda Academia do Palmeiras e o Torneio Ramón de Carranza, livro lançado em 2026 pela editora Letras do Brasil. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o jornalista destacou que, para entender aquela equipe, é preciso também olhar para o futebol em que ela estava inserida, muito diferente do atual.
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Uma das principais características era a relação entre jogadores, clubes e torcedores. Na década de 1970, era comum que atletas permanecessem durante muitos anos na mesma equipe, criando uma identificação que hoje se tornou menos frequente.
