Cibercriminosos estão usando chamadas de voz no Microsoft Teams para aplicar golpes em funcionários e assumir o controle de computadores corporativos. O alerta partiu de relatórios recentes de empresas de segurança digital como Palo Alto Networks e Sophos. A ação não decorre de falhas técnicas na plataforma, e sim da manipulação psicológica dos alvos para obter acesso aos sistemas.
A tática, batizada de “vishing” (junção de voz e phishing), foi documentada na operação “Spring Ring”, identificada pela Unit 42, divisão de inteligência da Palo Alto Networks. Entre janeiro e abril, os golpistas miraram mais de 150 trabalhadores em ao menos dez organizações pelo mundo. Os criminosos criam contas externas no Teams com nomes genéricos como “help desk” ou “assistência de TI” e iniciam uma conversa que rapidamente vira uma ligação de áudio direta.
Durante a chamada, o invasor convence o funcionário de que uma manutenção de rotina ou atualização de emergência é necessária. A vítima recebe instruções para abrir ferramentas comuns de suporte remoto do Windows, como o Quick Assist, ou para baixar programas equivalentes. Assim que o acesso é liberado, os criminosos executam comandos nos bastidores, instalam programas espiões e tentam capturar permissões administrativas para avançar por toda a rede da companhia.
“A Spring Ring não explorou uma vulnerabilidade no Microsoft Teams.
