Robôs humanoides trabalhando em linhas de produção, modelos de IA desafiando rivais globais e fábricas de veículos elétricos produzindo carros em escala impressionante estão atraindo uma nova onda de visitantes estrangeiros à China.
Investidores e empreendedores estão pagando milhares de dólares por acesso privilegiado a fábricas chinesas, buscando um lugar na primeira fila do que muitos acreditam ser a próxima revolução tecnológica.
Esse influxo reflete os crescentes temores de um “choque chinês 2.0”, com as salas de reuniões e capitais ocidentais confrontando a possibilidade de que empresas chinesas estejam assumindo a liderança na manufatura avançada e em tecnologias de ponta.
“Atualmente, as pessoas estão olhando para a China como um objeto de estudo e aprendizado, uma tendência que praticamente não existia há poucos anos”, afirma Robert Wu, CEO da Baiguan, empresa de pesquisa de dados com sede em Xangai. Ele observou que os visitantes costumam chegar com ideias equivocadas, por exemplo, presumindo que o setor de robotáxis da China supera o dos EUA, quando, na verdade, a cautela da política interna em relação a possíveis perdas de empregos a mantém um passo atrás.
Wu já organizou duas viagens para mais de duas dezenas de investidores, empreendedores e executivos, cobrando até US$ 15.000 por um programa de cinco dias. Cerca de metade dos participantes veio do Sudeste Asiático.
