O avanço da tokenização de ativos reais pode abrir uma nova fronteira para o financiamento do agronegócio brasileiro ao permitir que características produtivas e ambientais de propriedades rurais sejam traduzidas em informações capazes de chegar ao mercado financeiro.
Para Sergio Rocha, CEO da Agrotools, o potencial está justamente em transformar o território rural em uma espécie de ativo financeiro mais facilmente compreensível por bancos, fundos e investidores. Segundo o gestor, uma parcela relevante do patrimônio existente nas áreas produtivas brasileiras ainda não é plenamente utilizada como instrumento de alavancagem de crédito.
“O acesso de utilização do ativo produtivo, que é a capacidade de um pedaço de terra, de uma fazenda, de uma grande área ou uma pequena área se tornar monetizado e, com isso, virar capital para suprir a necessidade de capital do setor, isso é algo ainda muito difícil e com processos muito complexos”, disse à CNN Brasil.
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A lógica, segundo Rocha, é semelhante à evolução observada no mercado imobiliário urbano, que ganhou novos mecanismos de financiamento ao longo das últimas décadas. No campo, a tokenização poderia ajudar a traduzir não apenas a terra, mas também aquilo que ela é capaz de gerar, como soja, milho, trigo, madeira e produção pecuária, para uma linguagem mais próxima à do mercado de capitais.
