A Polícia Federal acionou a Advocacia Geral da União a fim de que a instituição recorresse ao Supremo sobre a atuação do ministro André Mendonça em investigações sob sua relatoria, mas a AGU “optou por não interpor os recursos”.
A informação está nos relatórios da Polícia Federal divulgados na 5ª feira (3.set.2026). O ministro Alexandre de Moraes usou os documentos para sustentar críticas a seu colega de Corte. O documento da PF está em decisão de Moraes que pede que Mendonça seja investigado no inquérito das fake news por abuso de autoridade. Eis a íntegra (PDF - 7 MB).
Segundo a PF, uma das principais razões para a recusa do acionamento do Supremo por parte da AGU se deve a uma “preservação de relação política” entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e André Mendonça.
O documento indica os “gestos públicos de apoio” de Mendonça à indicação de Jorge Messias para o STF como um dos possíveis elementos de relevância para a decisão da instituição em não seguir com a investigação.
A Polícia Federal ainda fala sobre a “matriz religiosa comum” entre as partes. Tanto Mendonça quanto Messias são evangélicos. A rejeição da indicação de Messias para a vaga na Corte também é citada.
