Relatórios de inteligência da Polícia Federal dizem que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça relatou em reuniões desconfiar do diretor da corporação, Andrei Rodrigues, por uma “proximidade inadequada” dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mendonça avaliava, segundo o documento, afastar Andrei do cargo.
Essas declarações constam em documento divulgado junto a uma decisão do também ministro Alexandre de Moraes desta 5ª feira (3.set.2026) com críticas a seu colega de corte. O documento da PF está em decisão de Moraes que pede que Mendonça seja investigado no inquérito das fake news por abuso de autoridade. Eis a íntegra (PDF - 7 MB).
Não está claro quando e em que circunstâncias se deram as declarações de Mendonça nem como foram apuradas.
“O cargo [de diretor-geral da PF] é de provimento pelo Presidente da República, nos termos da Lei nº 9.266/1996, e determinação judicial de afastamento, sem lastro, configuraria intervenção de alcance excepcional sobre a chefia de órgão da Administração Federal”, diz trecho do relatório, que defende Andrei.
O documento também cita uma desconfiança de Mendonça com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por sua proximidade com o ministro Gilmar Mendes.
O ministro solicita que o presidente do Tribunal, Luiz Edson Fachin, tome providências diante dos “indícios” de que Mendonça cometeu também improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
