O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), demorou apenas nove dias para despachar o material do senador Jaques Wagner (PT-BA) relativo da investigação envolvendo o Banco Master, enquanto MP no caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, demorou 75 dias.
Em relatório redigido pela PF (Polícia Federal), os investigadores apontam uma “correlação” entre o tempo de apreciação dos materiais obtidos e o perfil do investigado, com grau de confiança baixa por envolver “variáveis de confusão não controladas”.
“A diferença de intensidade entre a atenção dedicada a investigada sob cautelar diversa e a ausência de preocupação equivalente com o passivo é, em si, indicador de priorização não explicitada por critério processual”, diz o documento.
O trecho sinalizado pela PF também equaciona o tempo empenhado por Mendonça para despachar o material envolvendo o também senador Ciro Nogueira (PP-PI), com um total de 29 dias.
Candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner teve seu nome vinculado ao caso protagonizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, principalmente pelo ex-sócio e advogado Augusto Lima. A PF diz haver indícios de que o senador teria investido dinheiro no Banco Master. O nome do congressista consta em uma lista de clientes da instituição que teriam valores aplicados.
Em relação a Cláudio Castro, o prosseguimento dos materiais teve um andamento mais devagar e com indícios de estranheza, segundo a PF.
