André Mendonça e Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF
Antonio Augusto/STF
A crise provocada pelo Caso Master escalou para um patamar sem precedentes dentro do Supremo. Nos bastidores, ministros avaliam que o próximo movimento está agora nas mãos do presidente da Corte, Edson Fachin: caberá a ele definir o encaminhamento da crise e, sobretudo, se a discussão será levada ao plenário.
Fachin determinou nesta quinta-feira (3) que Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em até cinco dias. A decisão veio no mesmo dia em que Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça.
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Interlocutores que conhecem Moraes no tribunal dizem que, desde que Mendonça decidiu levantar o sigilo do material da Polícia Federal, já esperavam uma reação do ministro. A avaliação era de que Moraes não deixaria o movimento sem resposta.
Agora, aliados de Mendonça enxergam um objetivo final na ofensiva de Moraes: criar as condições para retirá-lo da relatoria das investigações do Banco Master.
Alexandre de Moraes pede investigação de André Mendonça
Outro foco de atenção dentro da Corte é o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Citado no material da PF, Gonet já pediu a anulação do relatório e sustentou que Mendonça extrapolou suas atribuições ao determinar diligências, sob o argumento de que não cabe ao juiz investigar na fase pré-processual.
Crise escala no STF, e aliados de Mendonça veem ofensiva de Moraes para tirá-lo da relatoria do Master
