O presidente do IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo) Jorge Gonçalves Filho, afirmou em entrevista ao Poder360 que as alterações na medida provisória para mitigar os efeitos do fim da taxa das blusinhas são insuficientes e vagas. Na visão dele, foram colocadas no texto para facilitar a sua aprovação mais rápida.
“Deixou vago que vai ter um determinado valor daqui 3 meses que a gente não sabe como pode ocorrer. Então mostra claramente que é algo para passar antes das eleições”, declarou.
O Congresso Nacional aprovou nesta 5ª feira feira (3.set.2026) a proposta que permite ao Executivo zerar o imposto de importação em compras de até US$ 50 e reduzi-lo a até 30% em compras de até US$ 3.000. As alíquotas mínimas são 20% e 60%, respectivamente.
A 1ª avaliação será depois de 3 meses e então passará para cada 6 meses. O objetivo é que a Fazenda identifique e estude uma forma de diminuir o impacto para o setor produtivo brasileiro. Por exemplo, no emprego, na renda e na arrecadação federal.
Para Gonçalves Filho, a avaliação é tardia e deverá acontecer depois de eventos importantes para o comércio como a Black Friday e o Natal.
AÇÃO NA JUSTIÇA
O IDV impetrou em 24 de agosto um mandado de segurança coletivo contra a MP 1.357 de 2026, que acaba com a taxa das blusinhas.
