Relatórios de inteligência da PF (Polícia Federal) apontam possíveis interferências do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero e levantam a hipótese de direcionamento de linhas de investigação e de alvos por motivos pessoais e políticos.
Os documentos foram citados por Alexandre de Moraes em decisão assinada nesta quinta-feira (3). O ministro determinou o levantamento do sigilo dos relatórios e afirmou haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça.
Um dos relatórios relata que foram identificados dois fatores durante as investigações. O primeiro seria o avanço progressivo de Mendonça sobre atribuições próprias da PF.
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O segundo envolveria, segundo o documento, “indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial”, com direcionamento da linha investigativa, tratamento diferente entre investigados em situações semelhantes e variação nos prazos de análise conforme o perfil do alvo.
