Os juros futuros encerraram o pregão desta quinta-feira (3) em queda firme, no que foi a terceira sessão consecutiva de alívio nos prêmios de risco.
Segundo agentes, é difícil apontar qual fator predominou sobre as taxas, que perderam perto de 10 pontos-base, mas nesta quinta, tanto o ânimo do mercado com a disputa presidencial quanto o alívio nas curvas de juros globais deram suporte à dinâmica benigna do mercado local de renda fixa.
Terminados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 13,568%, no ajuste da véspera, a 13,575%. O DI para janeiro de 2029 anotou baixa a 13,885%, vindo de 13,971% no ajuste. O DI para janeiro de 2031 recuou de 14,235% para 14,145%.
Ao contrário dos últimos dois dias, a curva dos Treasuries também deu suporte aos DIs. Em igual horário, o retorno da T-Note de 10 anos cedia de 4,784% a 4,77%, na medida em que o mercado passa a reconsiderar a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) eleve os juros este mês.
A mudança veio após comentários do dirigente Christopher Waller, para quem há sinais de desinflação na economia americana e a política monetária dos EUA, como está, poderia levar a inflação de volta aos 2%.
“Se houver progresso contínuo em direção à nossa meta de 2%, estou disposto a apoiar a manutenção da taxa de política monetária em seu nível atual”, disse.
