O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acusou nesta quinta-feira (3) o colega André Mendonça de direcionar investigações contra ele e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) por motivos pessoais e políticos.
A afirmação consta de decisão baseada em relatórios de inteligência da PF (Polícia Federal) sobre a atuação de Mendonça nas operações Compliance Zero e Sem Desconto.
Um dos documentos aponta Alcolumbre como possível “alvo estratégico” por sua força política e pelo poder do presidente do Senado de dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Segundo o relatório, Mendonça poderia enxergar no presidente do União Brasil, Antonio Rueda, uma “rota de acesso” a Alcolumbre. O texto também menciona a resistência que o senador ofereceu à indicação de Mendonça ao STF, durante o governo Jair Bolsonaro.
A decisão ainda afirma que Mendonça demonstrava “interesse no início de investigação formal” contra Moraes e teria pedido mais de uma vez que a equipe da PF apresentasse alguma provocação para abrir uma apuração contra ele.
Moraes acrescenta que Mendonça adotava tratamento diferente em relação a outros integrantes da Corte. Um dos relatórios afirma que o ministro apresentava postura de “defesa” em relação a Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, em contraste com a posição adotada diante de Moraes.
