A Polícia Federal aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro recebeu vantagens por meio de terceiros no contexto do esquema de lavagem de dinheiro investigado na Operação Sem Refino, que apura o favorecimento à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Entre os elementos reunidos pelos investigadores estão uma compra de R$ 10,5 mil em caviar paga por uma empresa do advogado Antônio Carlos da Conceição Santos, o “Pipo”, a posse de imóveis de luxo em Petrópolis e suspeitas envolvendo a cobertura onde Castro mora na Barra da Tijuca.
As informações constam de documentos da investigação que tiveram o sigilo retirado nesta quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após o cumprimento das diligências autorizadas pela Corte.
Segundo a PF, Castro negociou diretamente a compra do caviar, mas o pagamento foi feito pela AC Santos Participações e Empreendimentos, empresa de Pipo. Nas conclusões do relatório, os investigadores classificam o episódio como uma despesa pessoal “suportada por terceiros”.
Em Petrópolis, a PF diz haver fortes indícios de que Castro exercia poderes típicos de proprietário sobre duas casas no Condomínio Villa Locanda, embora os imóveis estivessem formalmente vinculados a terceiros. Durante as buscas, policiais encontraram perfis da Netflix com os nomes de Castro, da mulher e do filho.
O ex-governador também acompanhou um projeto de adega avaliado em R$ 245 mil.
