Alexandre de Moraes afirmou que André Mendonça teria adotado critérios diferentes para pessoas de acordo com o espectro político nas investigações sob sua relatoria, segundo relatório da Polícia Federal citado na decisão.
Fez a alegação em decisão publicada nesta nesta quinta-feira (3), em que pede investigação contra o colega de Supremo André Mendonça ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O documento compara a atuação de Mendonça em relação a ACM Neto e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo o relatório reproduzido por Moraes, Mendonça afirmou em uma reunião que ACM Neto “aparentaria estar exercendo atividade de representação de interesses dentro dos limites do permitido”.
Na sequência, a PF afirma que a situação investigada envolvendo ACM Neto teria “similaridade relevante com a de Fábio Luís Lula da Silva”, o que, segundo o relatório, “sugere a adoção de standards probatórios distintos conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos”.
O episódio é citado por Moraes entre os elementos que, segundo sua decisão, indicariam possível quebra de imparcialidade e favorecimento a determinados grupos políticos na condução das investigações.
O envio a Fachin não representa a abertura automática de uma investigação contra Mendonça. Caberá ao presidente do Supremo avaliar quais providências serão adotadas.
