O governo brasileiro expressou, em nota, “profunda preocupação” com o início da implementação, nesta quinta-feira (3), das restrições impostas pela União Europeia ao ingresso de produtos de proteína animal oriundos do Brasil, com base no Regulamento (UE) 2019/6, sobre uso de antimicrobianos.
Através de texto conjunto dos ministérios da Agricultura e Relações Exteriores, o governo disse que mantém contato contínuo com a União Europeia e com os setores produtivos envolvidos, com vistas à continuidade dos fluxos comerciais.
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A nota diz, ainda, que em caso de as tratativas do país com o bloco não conduzirem a uma solução satisfatória, o governo brasileiro reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, inclusive às medidas de reciprocidade previstas no ordenamento jurídico nacional, bem como aos mecanismos pertinentes previstos no Acordo Mercosul-União Europeia e no sistema multilateral de comércio.
‘Ausência de diálogo prévio’
A nota conjunta dos ministérios diz que desde a decisão adotada pelo bloco em 12 de maio de 2026, o governo tem mantido intenso engajamento político e técnico com as autoridades europeias.
