Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, disse à Polícia Federal (PF) que a decisão do Banco Central (BC) de rejeitar a fusão entre o Master e o Banco de Brasília (BRB) foi uma “grande surpresa”. O depoimento foi realizado na 6ª feira (28.ago.2026) e obtido pelo Metrópoles, que publicou as informações nesta 5ª feira (3.set).
Segundo Vorcaro, a fusão foi tratada como viável pelo BC durante 6 meses. Ele disse que, por isso, do seu ponto de vista, não havia expectativa de que a operação não fosse aprovada.
Durante o depoimento, Vorcaro também disse que o modelo da operação passou por mudanças ao longo das negociações. De acordo com ele, o BC fez diversas solicitações para alterar a proposta original.
Por que o Master buscava o BRB
A aproximação com o BRB fazia parte de uma tentativa do Banco Master de ampliar sua estrutura e dar continuidade às suas operações no mercado financeiro. A união permitiria que o banco passasse ao controle do BRB, instituição financeira pública vinculada ao Governo do Distrito Federal, em uma operação que dependia da aprovação do BC.
O fundador do Master também atribuiu as mudanças a “pressões midiáticas”. Para Vorcaro, os chamados “ataques midiáticos” prejudicaram a fusão entre as instituições.
A diretoria do BC rejeitou por unanimidade a fusão entre o Master e o BRB em setembro de 2025. Mesmo sem a conclusão da operação, o banco público comprou R$ 12 bilhões em carteiras de créditos do Master.
