Uma juíza federal em Maryland bloqueou temporariamente grande parte da 2ª tentativa do presidente Donald Trump (Partido Republicano) de negar a cidadania a bebês nascidos nos Estados Unidos de pais estrangeiros. A decisão foi publicada na 4ª feira (2.set.2026).
A decisão partiu da juíza Deborah L. Boardman e teve como alvo uma ordem executiva assinada por Trump em agosto de 2026. Segundo o The New York Times, a magistrada concluiu que a Suprema Corte já havia resolvido as questões que o novo decreto buscava reabrir.
A ordem de agosto gerou preocupação de que bebês já reconhecidos como cidadãos pelos tribunais superiores pudessem ter esse status revertido. A juíza Boardman escreveu que a medida provavelmente afetaria exatamente esse grupo.
Segundo a reportagem, a decisão representou uma forte rejeição aos esforços renovados de Trump para restringir a cidadania por nascimento. Em julho de 2026, a Suprema Corte havia derrubado, por 6 votos a 3, uma ordem executiva anterior e mais abrangente, datada de 2025, por considerá-la inconstitucional.
Boardman criticou com dureza o raciocínio do governo. Em seu parecer de 35 páginas, ela classificou a nova ordem como uma tentativa pouco disfarçada de contornar a decisão da Suprema Corte. A magistrada afirmou que Trump e os demais citados no processo “interpretaram completamente errado” a opinião da maioria e adotaram uma “interpretação distorcida” de suas conclusões.
