Ao folhear opções de cardápios, tem se tornado cada vez mais comum encontrar artes criadas por um padrão genérico de IA (inteligência artificial). Além da ausência de personalidade, a reprodução de layout tem estabelecido um estilo homogêneo difundido em todas as divulgações.
O cenário surgiu inicialmente em pedidos de delivery por aplicativos, mas avançou para restaurantes que recebem clientes presencialmente. Os menus e cartazes disponibilizados para atrair o público têm causado o efeito contrário, afastando os clientes.
A inteligência artificial generativa se tornou comum no marketing, principalmente em ilustrações e vídeos, para o desconforto ou desgosto de muitos consumidores. No cenário gastronômico, o uso de “cardápios de comida ruim feitos por IA”, termo utilizado nas redes sociais, atribui a superficialidade da estética aos próprios alimentos.
A situação é descrita como uma “epidemia de panfletos com IA” por Adaeze Onejeme, vendedora de anúncios em Los Angeles, que filmou algumas barracas em uma feira noturna em Hollywood após perceber a padronização artificial.
“Não faz muito tempo, as pessoas simplesmente tiravam uma foto da comida e ela ia parar no cardápio. Agora, essas fotos geradas por IA com saturação, cor e textura irreais. Nesse ponto, não seria propaganda enganosa?”, comentou, afirmando ainda que preferiu comprar em lojas que anunciavam seus produtos da maneira tradicional.
