A Fifa acusou a Uefa de promover uma “campanha de difamação” contra a entidade em meio à oposição da confederação europeia ao presidente da principal organização do futebol mundial, Gianni Infantino, segundo documentos obtidos pela AFP nesta quinta-feira (3).
A reação da Fifa ocorreu após a Uefa pedir à Justiça dos Estados Unidos que obrigasse a entidade a entregar documentos relacionados a um plano fracassado para atrair investidores para a Copa do Mundo.
A Uefa rejeitou duramente o projeto, apresentado em julho, chegando a ameaçar boicotar o torneio caso a iniciativa não fosse abandonada.
Embora a Fifa tenha recuado rapidamente diante das críticas de parte significativa do mundo do futebol e encerrado o plano, a Uefa permaneceu insatisfeita e prepara possíveis medidas legais contra Infantino por suposta “má gestão criminosa”.
Na semana passada, a confederação europeia apresentou pedidos em três estados americanos para exigir a divulgação de documentos ligados ao plano, tanto da Fifa quanto de seus parceiros, incluindo a gestora Thrive Capital, de Joshua Kushner, apontado como o principal investidor interessado.
Kushner é irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A Uefa declarou que, se conseguir acesso aos documentos, poderá apresentar uma denúncia formal na Suíça, onde o caso preencheria os requisitos para ser analisado pelos tribunais do país.
