O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (3), as despesas previdenciárias do governo e afirmou que seu governo acabou com as fraudes de descontos indevidos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
“Tenho muito orgulho que foi no meu governo que a gente descobriu a quadrilha montada no governo passado: uma quadrilha para roubar aposentados, as pessoas mais humildes, que tem uma vida financeira precarizada”, disse.
Os descontos indevidos começaram a crescer em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O número de fraudes acelerou ainda mais após 2023, n gestão Lula. A PF (Polícia Federal) deflagrou operação que acabou com o esquema no ano passado.
Lula disse ainda que despesas com previdência não são “gastos”, mas “obrigação de um Estado civilizado”. “Depois vem dizer que ‘o déficit é por conta da previdência’. Não, o déficit é porque temos que pagar R$ 1,3 trilhão de juro todo ano”, disse.
Na projeção do governo, a previdência custará R$ 1,16 trilhão em 2027. Especialistas em contas públicas apontam preocupações com o ritmo de crescimento dessas despesas e destacam especialmente a indexação de benefícios ao salário mínimo. Lula também mirou essas críticas.
“Se a gente tiver problema de incompatibilidade entre receita e despesa, a gente vai discutir e acertar. Mas não dá para jogar a responsabilidade na previdência. Dizem que não pode dar aumento real ao salário mínimo.
